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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

[Especial Paraty] - Uma Lua-de-mel Inesquecível

"Olha, Amor, vai ter aquele show de Jazz em Paraty de novo".

Foi com esse comentário inocente e despretensioso que eu acabei convencendo minha noiva a se casar comigo e passar uma lua-de-mel maravilhosa em um dos lugares mais bonitos do Brasil.

tínhamos ido em Paraty antes, para o famoso Bourbon Street Festival. Apaixonados pela cidade, não víamos a hora de voltar. E uma nova edição do festival acabou sendo a desculpa perfeita para nos apressarmos no casório.

Apressarmos mesmo: Decidimos tudo em Abril e nos casamos em Junho.

Bicicleta maneira, hein?

O casamento foi lindo, com comes, bebes e direito uma dancinha exclusiva da minha parte.

Logo no outro dia, fizemos uma variação um pouco menos pão-dura da nossa dica de transporte até Paraty e nos encaminhamos para lá.

Então, você chega ao seu destino de lua-de-mel, qual é a sua primeira preocupação?
A) Ir pra pousada (no nosso caso, um quarto privativo de Hostel!);
B) Fazer uma reserva de restaurante;
C) Alugar uma bicicleta 
Acertou quem escolheu a alternativa C) .



Pedalando pelo trecho da Estrada Real que passa na cidade, fomos conhecendo um pouco mais a fundo as belezas de Paraty.




Boa parte do trajeto é servido por uma ciclovia que vai beirando a estrada. E quando ela acaba, não há problema: O caminho é pouco movimentado. Essa parte da Estrada Real é a ligação entre Paraty até Cunha (SP), e a baixa frequência de veículos é a garantia de um passeio tranquilo e praticamente silencioso. Dá até para ouvir o canto dos pássaros.




O roteiro cicloturístico de Paraty é bem básico, mas também muito lindo e nada difícil de ser completado. Ouvimos falar de idosos e até grávidas que já fizeram o circuito de bicicleta!




Na sequência, muito verde, diversos riachos, alambique de cachaça, igreja e a lindíssima Cachoeira do Escorrega. Apesar do nome, ela é quase inofensiva. Sua inclinação permite uma subida, e seu fundo foi modificado de forma que um mergulho, mesmo de cabeça, não cause mal algum. É até comum aparecerem "surfistas" de cachoeira que fazem manobras bem radicais, para a alegria de todos.





Após muito banho de cachoeira, e ligeiramente cansados de pedalar (digamos que a locadora não se preocupa muito com a qualidade dos selins...), a noite foi reservada para um programa igualmente imperdível em Paraty: um jantar romântico no Centro Histórico. Escolhemos a ótima Creperie Farandole, com crepes deliciosos, atendimento excelente, preço justo e sabor inigualável. Recomendadíssima.


Amanhecemos bem dispostos e prontos para mais um passeio. Dessa vez, uma programação tradicional: Um tour de escuna pela Baía de Paraty, suas ilhas e praias mais desertas.


Confesso que não estava com muitas expectativas, e acabei me surpreendendo muito com tudo, especialmente com o serviço de bordo. Tivemos a sorte de encontrar a talentosa fotógrafa Mari (24 9212-2457) no barco, que registrou magistralmente os momentos especiais da viagem por um preço excelente. 



Passamos por algumas ilhas (Mantimento e Comprida), mergulhamos no mar de cor indescritível de Paraty e ainda conhecemos praias lindas, como a Vermelha, da Lula e a de Jurumirim - essa última eleita por nós a mais bonita de todas, e não por acaso lar de veraneio de ninguém mais ninguém menos que Amyr Klink.




E na Praia de Jurumirim...







Paisagens de beleza única, que ficarão eternamente registradas em nossas memórias e nas fotografias!

E você, está esperando o quê para visitar Paraty?

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

[Especial Paraty] - Um Guia para Pão-Duros!

Não tenho dúvidas de que Paraty seja uma das cidades mais belas do Brasil. O verde de sua natureza exuberante contrasta com o branco de sua arquitetura histórica, destacando até o cinza de seu chão de pedra, sob o límpido céu azul. Arrisco-me a dizer que qualquer clique despretensioso na paisagem local são capazes de capturar registros fotográficos perfeitos. Não é a toa que a elegi como destino da minha lua-de-mel.



E apesar de toda beleza, Paraty pode ser incrivelmente barata, se você souber onde e como gastar. A primeira coisa a ter em mente ao visitar Paraty num roteiro econômico é saber o que está rolando de bom na cidade. Para isso, acesse com antecedência a Agenda Cultural e programe-se. Acontecem diversos eventos durante todo o ano, a maioria são gratuitos. 



Em 2010 fui pela primeira vez em Paraty, duas vezes na mesma semana! Primeiramente, com a minha esposa (que ainda era namorada na época), onde pegamos a cidade cheia em pleno Bourbon Street Festival, assistimos a shows maravilhosos e nos divertimos bastante. Poucos dias depois do evento, fui com meu amigo Pedro e o clima era bem diferente. Poucas pessoas nas ruas, comércios sem movimento e até o Centro Histórico estava às moscas. 

Também já tive a oportunidade de frequentar as belas praias do bairro de Trindade e conhecer a FLIP. Em alguns dias da semana, principalmente fora de temporada, a cidade pode ficar vazia demais e um pouco morta. O que também pode ser uma experiência bacana, se você gosta de exclusividade. Afinal, nem só de grandes eventos vive Paraty.



TRANSPORTE

Para quem sai do Rio de Janeiro, existem duas formas de chegar à Paraty: a cara e barata. Por "cara", entenda-se a forma mais comum de chegada, que é o ônibus executivo da Viação Costa Verde, custando em torno de R$60,00 (Set/2013) e que liga diretamente as duas cidades.

Já a barata envolve baldeação, é ligeiramente mais demorada por conta das paradas, mas custa menos da metade do preço. Tudo começa em Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio. Supondo que você esteja no Centro, é possível chegar até Campo Grande de ônibus (R$2,75) ou de trem (R$2,90, ramal Santa Cruz).

Em Campo Grande, no final do calçadão próximo ao SENAC, pegue um ônibus da Viação Expresso para Mangaratiba, ao custo de R$7,20 (ou R$4,95, se você possuir um Bilhete Único). Desça no ponto final em Mangaratiba (em frente a estação de barcas) e pegue um ônibus ou van (R$3,65) para Conceição de Jacareí (divisa com Angra).

Desça no ponto final às margens da Rio-Santos em Conceição de Jacareí e de lá pegue o ônibus da Viação Senhor do Bonfim para Angra dos Reis (R$2,90). Peça ao motorista para descer no Trevo de Angra (não se preocupe, muita gente também vai descer nesse ponto). Daí então, é só pegar o último ônibus - juro! - para Paraty, da empresa Colitur (R$9,50). A rodoviária de Paraty é bem pequena e fica muito próxima às principais atrações, dá pra ir a pé tranquilamente até o Centro Histórico e a Praia do Pontal, por exemplo.


Trevo de Angra.

Recapitulando:
  • Campo Grande x Mangaratiba - R$7,20;
  • Mangaratiba x Conceição de Jacareí - R$3,65;
  • Conceição de Jacareí x Angra dos Reis - R$2,90;
  • Angra dos Reis x Paraty - R$9,50.
Total: R$21,00 

Algumas alterações também podem ser feitas nesse trajeto, como por exemplo, pegar um ônibus do Centro do Rio ou de Campo Grande para Itaguaí, e de Itaguaí para Mangaratiba ou direto para Conceição de Jacareí. Lembrando que em Mangaratiba também sai a barca para Ilha Grande, onde você pode passar alguns dias antes de pegar outra barca para Angra dos Reis e de lá seguir o caminho indicado até Paraty. Em todos esses casos, o valor final pode sofrer pequenas alterações.

Rodoviária de Paraty, ao fundo.

Da rodoviária de Paraty também saem ônibus diretos para outras capitais como São Paulo e Belo Horizonte, e também para cidades vizinhas, como Ubatuba. Além, é claro, de ônibus municipais que ligam o centro até os bairros mais afastados e ao famoso distrito litorâneo de Trindade.

Táxis dificilmente serão necessários, a não ser que você esteja cheio de malas ou tenha se hospedado longe. Antes de pegá-los, contacte seu meio de hospedagem e veja se eles não oferecem gratuitamente uma opção de transfer a partir da rodoviária. A maioria fornece esse serviço. Caso contrário, pegue um táxi - que custará R$20 para qualquer parte do centro de Paraty e bairros mais próximos. Mais do que isso é roubo.

ALIMENTAÇÃO

Ao chegar na cidade, antes de mais nada vá conhecer o Carlão. Não, Carlão não é um cara alto chamado Carlos, mas sim o principal supermercado da cidade, que fica logo atrás da rodoviária. É lá que você vai encontrar alimentos, bebidas e produtos de higiene a preços acessíveis. Você certamente irá visitá-lo pelo menos uma vez em sua viagem, seja para comprar algo que irá cozinhar depois na cozinha do hostel ou simplesmente aproveitar o guarda-volumes e o banheiro gratuito.



Caso você não queira cozinhar, ou simplesmente está buscando uma opção em conta para o almoço, a dica de ouro é: FUJA DOS RESTAURANTES DO CENTRO HISTÓRICO! Não que eles sejam ruins, veja bem. Na verdade eles são muito bons, modernos, espaçosos, premiadíssimos, com chefs internacionais e... bom, você sabe onde isso vai parar, né? 

Opte por almoçar nos restaurantes da Avenida Roberto Silveira (a avenida principal de Paraty), um pouco antes da entrada do Centro Histórico, próximo ao Banco Bradesco. Ali existem excelentes opções, como o Restaurante da Baiana, um self-service a quilo com churrasco feito no fogão a lenha, a partir de R$2,89/100g. Sempre que vou à Paraty almoço lá, recomendo! Logo ao lado, há também a Pensão da Detinha, R$2,69/100g. Para quem não abre mão de um "prato de pedreiro", há também outras opções seguindo em frente a rua, como por exemplo o Restaurante Amarelinho, onde você pode comer à vontade, sem balança, por R$18,99.

Há uma grande variedade de restaurantes a quilo, lanchonetes, pizzarias e sorveterias nessa rua. Escolha de acordo com seu gosto (e bolso), ciente de que se for deixar para almoçar no no Centro Histórico, o preço cobrado será bem maior. Se realmente quiser ter a experiência de comer lá, aconselho então deixar para o jantar, onde a a noite e o frio deixam o clima muito mais romântico.



Procure bem e você poderá até mesmo encontrar promoções e descontos especiais anunciados em placas na frente dos estabelecimentos, geralmente pizzarias e creperias. Ainda assim, prepare-se para a facada com a cobrança adicional dos 10% e do couvert artístico (que varia entre R$5 a R$10 e quase sempre não vale a pena). Atenção máxima também aos restaurantes moderninhos e simpáticos, mas que cobram consumação minima. Você até poderá sair de lá satisfeito, mas provavelmente terá de deixar um rim para pagar a conta.

HOSPEDAGEM

Considerando que você está lendo dicas para uma viagem econômica, então irei sugerir opções baratas com o mínimo de conforto para passar uma boa noite de sono. Caso deseje algo mais elaborado, sugiro visitar uma lista de hotéis e pousadas de Paraty, e sempre ficar atento aos sites de compra coletiva (GrouponHotel Urbano, Viajar Barato, etc), pois excelentes pacotes de hospedagem na cidade não são raros de aparecer.

Se tratando de Hostels, eu indico os dois mais bem localizados (na minha modesta opinião): Chill Inn Hostel (antigo Misti Chill) e o Geko Hostel. Ambos são um do lado do outro e ficam em frente à Praia do Pontal, a menos de 200m do Centro Histórico. 



Os preços para quartos compartilhados são a partir de R$29, e além do clima descontraído do ambiente, o que vale realmente a pena é a vista para a praia (na varanda do Chill Inn dá pra ver um nascer do sol incrível!) e o café-da-manhã farto, servido num quiosque na beira do mar. Desjejum com pão, bolos, frutas e sucos com o pé na areia!



Amiga Diana posando para o Blog em frente a Praia do Pontal

Ainda na mesma praia, existe uma área de acampamento do Camping Clube do Brasil, que pode agradar aos adeptos de um contato maior com a natureza. Financeiramente falando, entretanto, talvez não compense muito, já que para não-sócios a tarifa gira em torno dos R$25, pouca diferença em relação ao preço dos hostels. Vale a pena pela experiência e pela privacidade - caso você não goste da ideia de dividir um quarto de albergue.

Existem, evidentemente, outros hostels e campings em Paraty. Dá até mesmo para dormir no Centro Histórico, onde ficam o Historic Centre Hostel (diárias a partir de R$30) e o Che Lagarto, na mesma média de preço - só que com piscina!

Opções mais baratas de hospedagem em Paraty podem ser encontradas na Praia de Jabaquara, que é ligeiramente mais afastada do Centro Histórico, uns 20 minutos de caminhada. Há o Hostel Sereia do Mar (a partir de R$25), por exemplo. No final dessa praia também há o Camping Jabaquara (R$20) e o Camping Cavalo Marinho (R$15), mais baratos do que o concorrente na Praia do Pontal. 

Além disso, há a sempre agradável opção de se hospedar em Trindade, onde ficam as melhores e mais famosas praias de Paraty. Lá, existem hostels a partir de R$25, uma infinidade de campings na frente da praia ou próximos à ela entre R$10 a R$15 (sugiro o Mata Atlântica, com melhor custo x benefício, e o da Tia Carmira, o mais barato). Existem até mesmo suítes a partir de R$60,00, o que pode ser uma boa pedida para casais. 

O único "problema" de se hospedar em Trindade é que, tanto para ir ou voltar de Paraty, será necessário pegar o ônibus da Colitur, de R$3,40, num trajeto de aproximadamente meia-hora, subindo e descendo pela "Serra do Deus me Livre". Pegue o ônibus e descubra o porquê desse nome... Ainda assim, recomendamos pelo menos um pernoite em Trindade.

CENTRO HISTÓRICO, IGREJAS E ARREDORES

O Centro Histórico é provavelmente a parte mais visitada de Paraty, não visitá-lo é como ir à Paris e não conhecer a Torre Eiffel. Com ruas coloniais dotadas de um belo conjunto arquitetônico tombado pelo IPHAN e calçamento "pé de moleque" feito pelos escravos, não se espante em descobrir que boa parte das casinhas construídas ainda no século XVIII viraram lojas, restaurantes, hotéis e até bancos. Muitas possuem uma arquitetura bem atual e luxuosa por dentro, mas por fora mantêm o aspecto antigo que pouco mudou nos últimos 200 anos - e convenhamos, é responsável por boa parte do charme de Paraty. 


Não deixe de perder (ou ganhar!) algumas horas do seu dia visitando o máximo possível de estabelecimentos abertos à visitação, e descubra artesanatos tipicamente caiçaras, licores e cachaças exóticas (peça degustação!), camisetas, bolsas, pimentas de todos os tipos e muito, muito mais.



Não obstante, evite cair na tentação de sair comprando tudo que achar interessante na primeira loja que visitar. Vá com calma. Ande tranquilamente nas ruas, desbrave os caminhos mais interessantes e aguce seus sentidos de direção - apesar de pequeno, dá para se perder facilmente pelo Centro Histórico. Grave bem na memória as lojas e os cruzamentos mais marcantes, e na dúvida, leve consigo um mapinha.

Somente depois de dar uma boa "vasculhada" você terá uma noção melhor dos preços praticados, e poderá comprar sem medo lembrancinhas sem ter aquela sensação de comprar algo por um valor e encontrá-lo muito mais barato na loja ao lado. Aproveite as promoções e descontos progressivos, e não subestime as cestinhas com "produtos com defeito". Garimpando bem, às vezes dá pra encontrar peças de roupa quase perfeitas, com pequenas falhas facilmente corrigíveis com uma agulha e linha, ou em último caso, um Vanish!





Termine sua visita pelo Centro Histórico visitando alguma das quatro igrejas dos arredores, ou então vá logo em todas e colecione fotos! A Igreja de Santa Rita é a mais famosa, por ser o cartão postal da cidade, enquanto a Matriz de Nossa Senhora dos Remédios é a maior - e mais majestosa! Cobra-se R$3 pela visitação desta, mas é possível visitá-la gratuitamente nos dias de missa e eventos religiosos. Fique atento!



Algumas das igrejas costumam receber uma iluminação especial à noite, confira!




Ainda nas proximidades do Centro Histórico, conheça o "outro lado" de Paraty atravessando a Ponte do Rio Perequê-Açu.



Aproveite e ande pela calçada que beira a margem do rio, apreciando a urbanização em harmonia com a beleza natural. É nessa área onde são realizados os grandes eventos da cidade, como a FLIP. E logo ao lado, seguindo adiante, é a Praia do Pontal.



Outro ponto interessante - e quase sempre negligenciado - da cidade é o Forte de Paraty.



Ao final da Praia do Pontal, seguindo à esquerda, bastam alguns metros para chegarmos na subida que dá acesso ao agradável caminho para o Forte.




Após passar um túnel natural de bambu, onde se tem uma visão panorâmica do alto de Paraty, chegamos ao Forte, onde os canhões que foram usados para proteger a cidade dos ataques de Jack Sparrow e outros piratas ao longo dos anos continuam lá, muito bem conservados.



Lá de cima, a Baía de Paraty descortina-se num espetáculo privilegiado. Um cantinho de Paraty que vale a pena ser visitado - e admirado.

PRAIAS

Paraty foi presenteada pelos céus com uma exuberância natural incrível, que também se reflete em suas praias. Existem muitas praias somente acessíveis por trilhas ou de barco, desertas e praticamente privadas. Mas exigem todo um planejamento que não cabe em uma simples visita de baixo custo. Por isso, para este guia, serão relatadas apenas as mais famosas e acessíveis, que são as Praias do Pontal, Jabaquara e Trindade.
  • Praia do Pontal
Praia do Pontal: píer de pedra por onde ancoravam os navios negreiros

Foto de 2010, infelizmente o coqueiro não existe mais.

A Praia do Pontal é a "praia do centro", já que está bem próxima às principais atrações históricas, bastando atravessar a ponte. Possui uma paisagem lindíssima, mas não se deixe enganar: suas águas são impróprias para o banho. Em parte por receber o esgoto da cidade através dos rios, e diz a lenda que o local é constantemente contaminado por descarte de materiais médicos do hospital.



Ainda assim, não deixe de curti-la e pegar um sol por lá. Caminhe pelas pedras e viaje no tempo, junto com os escravos. Sente debaixo de alguma árvore e faça um piquenique!


  • Praia do Jabaquara
Seguindo a rua à esquerda no final da Praia do Pontal, continue em frente em direção à uma subida. Passe pela entrada do Forte, vire a direita, desça a ladeira e atravesse uma pequena ponte... Pronto! Você terá chegado a Praia do Jabaquara!




A Praia do Jabaquara é uma das poucas praias do Brasil mais conhecida por sua lama do que suas águas, propriamente ditas. No carnaval, centenas de foliões vão até o mangue no final da praia e se lambuzam para formar o famoso "Bloco da Lama".



Bom, há quem goste da lama... Mas eu particularmente prefiro as águas tranquilas da praia, as conchas da areia e até as confortáveis espreguiçadeiras dos quiosques.


Bem maior do que a Praia do Pontal, a Praia do Jabaquara é excelente para uma caminhada de fim de tarde, com temperatura amena, onde pode-se aproveitar melhor sua orla e fazer uma pausa para reflexão - inevitável em um ambiente tão bucólico.
  • Trindade
Mas é em Trindade que o bicho pega... Você gosta de águas calmas e rasas? Então não passe por aqui!



Depois de encarar o sobe e desce da Serra do Deus me Livre, chega-se ao paraíso dos mochileiros e surfistas do sul fluminense.




Trindade resume-se a uma pequena vila de pescadores, que pode nem parecer lá grandes coisas pra quem passa em sua rua principal, cheia de comércios e hospedarias. Mas basta descer no ponto final do ônibus, seguir em direção a primeira trilha e aí, já era: Você vai se apaixonar! 



Com águas claríssimas, uma areia tão fofa quanto maisena e uma vegetação que parece intocada de tão densa, as praias do Meio, do Cachadaço e a Piscina Natural encantam a qualquer um.



Não deixe de conhecer cada uma das praias. O circuito de ida-e-volta pode ser feito por qualquer um através de uma trilha simples e bem sinalizada em meio à mata, que não exige nenhum condicionamento físico fora do normal. É comum ver idosos e crianças pequenas pelo caminho.



Água não é uma preocupação, pois existem fontes potáveis em todo o trajeto. Leve sua garrafinha.


AVISO IMPORTANTE

A minha última - e mais importante - dica sobre Paraty é: TOME MUITO CUIDADO AO VISITAR A CIDADE!

Após conhecer seus monumentos, gastronomia e belezas naturais, acredite... Você pode nunca mais querer voltar pra casa.